A classificação de um café é feita por profissional especializado, denominado "Classificador e Degustador de Café", o qual define todos os itens qualitativos dos grãos. Este procedimento é realizado por meio de uma amostra que representa um lote de café, e obedece ao rigoroso critério que prevê que os grãos são colhidos, preparados e armazenados em seu local de origem.
Esta porção representativa do lote é enviada para o Classificador e Degustador de Café, que, por sua vez, a examina, definindo todos os itens que caracterizam sua qualidade:

Bebida: mole, duro, riado, rio. Além da bebida, ainda são classificados os aromas, a acidez, o corpo, a doçura, o amargor, entre outros itens;

Torra (aparência): ótima; boa; regular; fraca.

Torra (cor): clara; média; escura.

Tipo: 2 até 8 (Tabela COB – Classificação Oficial Brasileira).

Peneira: 8 até a 19 (chata); 8 a 12 (moka). Os números são a definição do tamanho do grão;

Cor: verdes, esverdeados, claros e amarelos;

Aspecto: ótimo; bom; regular; fraco;

Safra: ano de produção;

Origem: região onde foi produzido;

Espécie: arábica e robusta (conilon).

Segundo a lenda, o café foi descoberto na Arábia, pelos pastores que levavam seus rebanhos de ovelhas para pastagens. Em dado momento, perceberam que as ovelhas mudavam seu comportamento, ficando mais ativas, saltitantes. Começaram, então, a prestar atenção, no intuito de descobrir o que estava acontecendo. Observaram, a seguir, que as ovelhas apresentavam este comportamento após a ingestão de folhas de uma determinada árvore, a qual produzia um pequeno fruto em forma de cereja. Passaram a colher estas folhas, fazer chá e, mais tarde, passaram a colher também seus frutos. Por fim, procederam à torra até chegar ao café. Coffea arabica é o nome científico da principal espécie, originária das regiões montanhosas de Kaffa-Jima, Sidam, Hara e Etiópia. Da Arábia foi para Ceilão, em 1600; em 1696, para a ilha de Jawa; em 1714, Guianas Holandesas; em 1718, Américas do Sul e Central. No Brasil, em 1723, a primeira tentativa de plantio fracassou. No ano de 1727, o sargento-mor Francisco de Melo Palheta, viajando em missão oficial a Caiena, conseguiu trazer um punhado de sementes que foram plantadas em Belém, no Pará. Em 1742, foi para o Ceará; em 1780, para a Bahia; em 1779, chegou ao Rio de Janeiro. A partir daí, propagou-se para outros estados, como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rondônia e Mato Grosso. Em 1830, o Brasil já era o maior produtor de café do mundo.

Plantio: O plantio correto inicia-se no desenvolvimento da semente; são escolhidos frutos de boa qualidade, que são plantados em saquinhos com terra preparada e alocadas em viveiros; deve ser verificado acompanhamento até a sua germinação. Após a semente transformar-se em muda, é levada ao campo onde é plantada definitivamente; em dois anos e meio, realiza-se a primeira colheita, que, observa-se, ainda é pequena.
A forma como se planta é adensada e semi-adensada, devendo-se sempre levar em conta espaço determinado entre as árvores para os devidos cuidados.
As lavouras brasileiras estão habitadas, em média, por 3.200 a 3.600 pés por hectare.
Muitas lavouras já estão preparadas e equipadas para serviços mecanizados. O café tem apenas uma colheita ao ano, sendo que o período setembro-outubro é a época das floradas; a partir de maio, tem início a colheita.

Espécie: No Brasil, são plantadas duas espécies de café: arábica e conilon (robusta). Os grãos da espécie arábica produzem bebidas mole, duro, riado e rio, dependendo da região plantada e do preparo na colheita; são, também, preparados cafés especiais, como os lavados (despolpados) e cereja descascado (semi despolpado). Para este processo, é preciso colher o café na fase de cereja, ou seja, quando estiver maduro. O conilon (robusta) tem como característica ser uma bebida neutra.
Volume: O parque cafeeiro do Brasil tem capacidade de produção média de 50/60 milhões de sacas por ano.
Consumo interno: O Brasil consome 21 milhões de sacas por ano e crescendo.
Exportação: Em torno de 33 milhões de sacas por ano.

Entidades:

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento



Cecafé - Conselho dos exportadores de Café do Brasil



Abic - Associação Brasileira da Indústria de Café




BSCA - Brazil Specialty Coffee Association

O processo industrial começa quando a matéria-prima chega à fábrica. O café que dará início ao método foi comprado após ser classificado. Ao ser efetuado o seu descarregamento nas unidades de beneficiamento, é retirada do lote uma nova amostra do café. Nesta porção, confirma-se a classificação, que se fez por ocasião da compra. Após este procedimento, tem início a industrialização propriamente dita.

O classificador define a mistura a ser feita

O despejo é feito em uma moega – que, por ar comprimido, leva os grãos a um silo, onde estes são muito bem misturados. Quatrocentos e vinte quilos de grãos são enviados, por vez, para um torrador – que trabalha com temperatura variando de 200 a 250°C, levando, em média, entre 12 e 14 minutos para a torra, dependendo do grau de torra que se deseja. A seguir, os grãos são armazenados em silo para descanso. O produto destinado a café em grão segue para embalagem; para café moído, é encaminhado a um conjunto de moinhos para moagem. Assim, são enviados a um silo de café moído e, a seguir, são enviados para embalagem, conforme marca e tamanho. Na embalagem, são determinadas as datas de fabricação e validade, seguindo para o setor de armazenagem, onde aguardam instruções para distribuição. Após o término destas etapas de produção, uma amostra dos lotes do produto final segue para o classificador, que faz, novamente, todo o procedimento de controle de qualidade. Todo os processos são executados automaticamente, sem contato manual, uma vez que os equipamentos são todos interligados.

A comercialização é feita por uma central que comanda a equipe de vendas – formada por profissionais treinados em dar o melhor atendimento e assistência ao ponto de venda –, sendo sua estrutura comandada por um profissional especializado em comércio de café e vendas ao varejo. Neste seguimento fornecemos também máquinas e equipamentos para café nas modalidades de “Comodato” e “Aluguel”.

Mercado Interno: Atuamos na compra e venda de cafés verdes para atender a indústria brasileira.

Mercado Externo: Exportamos café verde para vários países, sendo os grãos selecionados e preparados em nossos armazéns filiados. Estas vendas são efetuadas por representantes com sede no exterior.